
Produções Literárias
Contos, crônicas literárias e poemas publicados pela Academia.
Produções Literárias
Um Café que conta História
Um lugar para se tomar uma boa xícara de café e viver, literalmente, uma boa história. Lugar que concentra História do Brasil, literatura, música erudita e gastronomia. Um projeto…
TEMPO NOVO OU NOVO TEMPO?
Acolhi a vida, deitei nas margens do tempo, rosadinhas, as maçãs da face, crescidinhas as folhas da árvore, confesso nada a dizer, além do sentir a luz do abajur a clarear o quart…
Sussurros de Verão
Numa manhã de maio ainda pálida, na casa humilde da fazenda Tamburi – paredes de barro rachado pelo tempo – vivia nossa família: eu, mãe, pai e os dois irmãos. O ar cheirava a len…
Preservar para Quê?
Outro dia ouvi alguém dizer: — Deixa cair. Aquilo já está velho demais. Depois fazem outro. A frase foi dita com naturalidade. Sem maldade aparente. Sem perceber que, às vezes, um…
Petrópolis: cidade de Pedro e memória Imperial
Sou moradora do estado do Rio de Janeiro, da cidade de Paraíba do Sul, um lugar que, por si só, guarda camadas profundas da memória brasileira. Terra marcada pelo ouro que desceu…
Destino, memória e coincidências
Há leituras que não se encerram ao virar da última página. Permanecem. Respiram dentro de nós como uma lembrança viva, adormecida apenas à espera de um chamado e, quando despertad…
Conversas Silenciosas
Por Anapuena Havena Dizem que a vida intelectual é um processo solitário, e disso discordo completamente. Ontem mesmo, enquanto me preparava para a produção de um artigo, tive a i…
A Leitora do Tempo: Propaganda para uma Nova Vida no Brasil
Era uma manhã ensolarada de setembro de 1890, e cedo me destinei à Rua do Ouvidor. No dia anterior, um recado da perfumaria me chegara, avisando sobre uma nova fragrância vinda de…
A Leitora do Tempo: Notícias sobre a Seca no Ceará – Julho de 1877
Rio de Janeiro, 10 de julho de 1877 As primeiras horas do meu dia seguem como um ritual. Na cidade, não há galos a nos arrancar do sono, como nas fazendas do interior; ainda assim…
A Leitora do Tempo: Maria Augusta Generoso Estrella, a primeira médica brasileira
Rio de Janeiro, 20 de fevereiro de 1880 Era noite. Caminhava pela casa à procura de meu esposo. Entrei silenciosamente no escritório e o encontrei sentado no sofá, pensativo, com…
A LEITORA DO TEMPO: Le Petit Journal — O último adeus a Dom Pedro II em Paris (1891)
Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 1892. Era final do dia. A casa já se recolhia em seu silêncio, mas minha mente permanecia inquieta. Na cama, parei um instante para acalmar os m…
A Leitora do Tempo: A Moreninha
Rio de Janeiro, 1885 Estava sentada no sofá, com um livro nas mãos, aguardando ansiosa a chegada de meu marido. Finalmente, ouvi bater à porta. Levantei-me apressada para abri-la.…











